Guerra Franco-Espanhola (1635 – 1659)

A Guerra Franco-Espanhola (1635 – 1659) foi um confronto militar resultante do envolvimento da França na Guerra dos 30 anos. Depois que os aliados germânicos da Suécia foram forçados a “se acertarem” com o Sacro Império Romano Germânico, o Primeiro Ministro da França, Cardeal Richelieu declarou guerra à Espanha, alegando que o território francês estava cercado pelo território de Habsburgo. Entretanto, o maior inimigo da Espanha no século XVII, eram os holandeses.
Isso porque a Espanha não queria arriscar seus territórios e nem estava pronta para admitir que sua influência como uma potência mundial estava decaindo. Assim, os espanhóis guerrearam contra os holandeses por mais de um século, em uma série de confrontos que se deveu à insistência de Conde-Duque de Olivares, Gaspar de Gusmán y Pimental, primeiro ministro espanhol e o favorito do Rei Phillipe IV da Espanha, sendo uma figura influente em inúmeras áreas tais como Relações Internacionais e economia. Como resultado, conquistaram a cidade de Breda em 1625 e derrotaram o exército sueco em Nordlingen, na Alemanha.

A intervenção francesa no conflito
A França decide intervir na Guerra Franco-Holandesa para clamar pelo retorno de seu investimento na mesma, uma vez que a França concedeu certa quantia monetária durante anos aos holandeses. Cercaram as forças espanholas nos Países Baixos do Sul, no caminho onde haviam os suprimentos para as tropas. Eles enfrentaram e derrotaram os espanhóis na Batalha de Rocroi e excluíram a Espanha das negociações do Tratado de Vestefália, e asseguraram a eles mesmos inúmeros territórios, incluindo a Alsácia.
No entanto, o tratado de paz não acabou com a beligerância francesa, que ainda desejava derrotar uma Espanha enfraquecida, e apesar da oposição interna da nobreza, pareceu-lhes que foi um investimento relativamente proveitoso: conquistaram Arras em 1654, Dunkirk em 1658 e Artois e Roussillon na subsequente Tratado dos Pirineus, assinado no dia 7 de novembro de 1659.
Por fim, a “paz” entre ambos os reinos se deu através do casamento do herdeiro francês Luís XIV, com a filha de Phillipe da Espanha, Maria Teresa da Espanha.

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