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Rebeca Arimi Suzuki

Rebeca Arimi Suzuki

[História] A Guerra Fria na Ásia "A Primeira Guerra Fria" (Parte II- A)


II. A Guerra de Fato
   a) Caracterização do Conflito
No dia 25/06/1950, a República Democrática da Coreia (norte) invade a República da Coreia (sul) de forma bem-sucedida e de surpresa aos sulistas. Mediante a isso os Estados Unidos convoca uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU para decidir o que fazer com relação ao desrespeito à soberania da República Coreana (sul).
Neste mesmo dia, acontece uma reunião de emergência e o Conselho de Segurança aprova uma Resolução que:
  • Condena o ato
  • Caracteriza a parte Norte como agressora
  • Estabelece que as tropas nortistas retornem ao paralelo 38 e que, portanto, estabeleçam uma relação de paz entre os dois governos.
Entretanto é importante perceber que a Resolução não demanda que membros da ONU se reúnam para apoiar o sul militarmente. Mas, a partir do dia 25, os Estados Unidos apoiam militarmente os sulistas, mesmo sem a aprovação da ONU para resistir ao ataque do Norte, concedendo-lhes apoio aéreo e naval. Este fato é importante pois indica que o Governo Truman estava disposto a ajudar o Sul independentemente do que a ONU decidisse, porém sem tropas.
Dois dias depois, no dia 27/06/1950, a ONU aprova uma segunda resolução; essa sim demanda que membros da ONU contribuam militarmente para o esforço de guerra dos sulistas contra a agressão que sofreram.
A ONU forma um comando integrado formado em sua maioria por estadunidenses, do ponto de vista material, de tropas, tanto é que o comandante da ONU na Coreia é o Douglas Mac Arthur, general norte americano.
Entretanto, também houve a participação de outros países, ainda que simbólica, como Canadá, Austrália, África do Sul, Turquia e a Colômbia, esta última foi a única nação da América Latina a enviar ajuda.
Mesmo com a pressão do Governo Truman ao Governo Vargas para enviar tropas para auxiliar, o Brasil não participa da Guerra da Coreia, diferentemente da Segunda Guerra Mundial.

Mas, em tudo que foi mencionado não há algo estranho?!
Sim, tem algo muito estranho. Todas as decisões para aprovação de resolução tinham que passar pelo Conselho de Segurança da ONU, mas a União Soviética tem assento no Conselho. A URSS por sua vez é uma grande aliada do Norte, então como permitiram que tais resoluções fossem aprovadas? Acontece que neste momento a URSS estava boicotando o Conselho de Segurança da ONU, pois o representante soviético não participava das reuniões do mesmo, deliberadamente. A chave para entendermos o tal boicote é a forma como a ONU se relacionava com a China naquele momento

Por que a China?!
A China tinha assento no Conselho de Segurança, porém no final dos anos 40, passa por uma transformação política e socioeconômica crucial: uma Revolução Comunista. Na verdade, já se tem na China no final dos anos 20 e nos anos 30 (com uma pausa em 1937 em virtude da invasão japonesa), uma Guerra Civil entre o Partido Nacionalista Chinês (Nacionalistas) e que lideram o governo institucional, supostamente as instituições chinesas e Guerrilheiros Comunistas que atuam em várias áreas do interior do país.
Depois da II Guerra Mundial, mais especificamente em 1947, a Guerra Civil entre o Partido Nacionalista Chinês liderado pelo Chiang Kai-Shek e os Guerrilheiros Comunistas liderados por Mao Tse-Tung retornam, e esta Guerra Civil será vencida pelos Comunistas. Os Nacionalistas fogem da China Continental e montam um governo da China Nacionalista em Taiwan.
Então quem era o Representante Chinês no Conselho de Segurança quando a ONU é criada em 1945? Era o representante da então chamada “China Nacionalista”.

Mas quando o Mao Tse-Tung toma o poder no final de 1949, há uma troca dos representantes no Conselho de Segurança?
Não! Quem representa a China no Conselho de Segurança é o representante da China Nacionalista, portanto o representante da “China de Taiwan” e é essa a demanda Soviética. A ONU, os Estados Unidos sobretudo, ao não reconhecerem o governo do Mao Tse-Tung, e não reconhecerem, portanto, um representante comunista no Conselho de Segurança, com isso, os EUA começam a minar a própria ONU e assim, a URSS que não há como ela continuar num Conselho de Segurança que é ilegítimo, porque impede que o representante da China Comunista, que é aquele que domina a China Continental tenha assento dentro do Conselho.

(Voltando à situação Coreana...)
Então as Resoluções sobre a Coreia só são aprovadas porque:
a) O Representante Chinês, é o da China de Chiang Kai-Shek (Taiwan)
b) O Representante Soviético boicota deliberadamente o Conselho. Esse boicote é extremamente grave, pois passa a imagem de que os EUA estavam “instrumentalizando” a ONU para avançar interesses de política externa norte americanas.
Percebe-se que se está se tratando de um Conselho no qual não representante soviético e nem comunista, então trata-se de um Conselho de Segurança que não tem países que representam ¼ ou até mesmo 1/3 da população global, então deslegitima-se a atuação da ONU (via EUA) na Coreia. 
A atuação soviética muda: conforme o Conselho aprova várias Resoluções contrarias ao Norte, no final de julho de 1950 (evidentemente por ordem de Stálin), o representante da URSS decide retornar ao Conselho de Segurança, então no fim de julho e início de agosto, as resoluções contra os nortistas acabam, porque o representante soviético retorna ao seu assento no Conselho, ainda que o chinês seja da China Nacionalista

Fonte: Univesp TV

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Sobre
Yuki Furukawa é um ator e modelo do Japão. Nascido em Tokyo, ele se mudou para o Canadá, em Toronto, com sua família, quando tinha apenas 7 anos de idade. Morou 11 anos no exterior, sendo que, com 16 anos, mudou-se por conta própria a Nova York (EUA), como um estudante de pesquisa durante dois anos.
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