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Rebeca Arimi Suzuki

Rebeca Arimi Suzuki

[Fanfic] Capítulo 6

Capítulo 6 – Kousei
Após abraçar e beijar meus pais com todas as minhas forças, ficamos um bom tempo conversando sobre muitas coisas, mas basicamente eles me perguntavam sobre meus amigos.
Eu falava o que estavam fazendo e por que.

Comecei pela Tsubaki: comentei que a minha colega de sala (e muito amiga) queria passar em uma prova, não importava como, e por isso passava todos os dias na biblioteca estudando o máximo possível. Às vezes, uma garota da mesma sala que a gente, chamada Yukari, a ajudava nos estudos (Yukari era chamada de “nerd” pela nossa turma), mas em geral, Tsubaki se esforçava por conta própria, fazendo pesquisas e lições de casa.

Depois foi a vez do Watari: disse que ele era o capitão do time de baseball da escola, e que estava determinado a vencer os jogos interescolares que aconteceriam dali a algumas semanas, já que o time dele perdeu no último campeonato.

Por fim, o assunto foi ninguém menos que Kousei. Contei um pouco sobre o meu amigo (que meus pais chamavam de “a criança prodígio do piano”) e comentei com todo entusiasmo que pude sobre o tal concurso:
—Kousei voltou a tocar piano depois que teve que fazer o meu acompanhamento no violino. Daí começou a participar de concursos de piano, e inclusive teve um hoje mesmo, no Hall 310, a alguns quilômetros daqui. É um concurso muito prestigiado por todos, já que só vão os “calouros” mais habilidosos da região.
Meus pais se encantaram com o tanto de informação que eu dizia a eles. Foi quando meu pai perguntou ainda impressionado:
—Como sabe de tudo isso, filha?
—Ah, papai, eles vêm aqui de vez em quando e me contam as novidades. Aí não perco nada.
—E sobre o concurso de piano? Como ficou sabendo do evento?— meu pai continuou com suas perguntas
—As notícias correm. É um evento extremamente prestigiado, como já disse, e por isso todos ficam comentando por aí. Além do mais eu e Kousei e eu nos falamos um pouco, e ele me contou que ia ter mesmo. Aliás, posso ligar para ele? Quero saber como se saiu
—Pode sim— dessa vez foi minha mãe a primeira a tomar a palavra
—Obrigada, mãe! — agradeci, com um sorriso bobo, de ponta a ponta.
—Não tem de que, filha — minha mãe me respondeu, singela.
—Você tá gostando dele? — perguntou meu pai, do nada.
Senti meu rosto corar subitamente. Minhas mãos começaram a suar
—N-Nada a ver. Ele é só um amigo— protestei vergonhosa.
Não muito convencido, a única coisa que meu pai disse naquela hora foi:
—Ahã... Sei...
Vendo que a expressão dele não era das melhores, eu disse:
—É só uma ligação, ok? Conversa de amigos— assegurei, a confiança na voz.
—Ok— concordou, um pouco mais calmo
Diante disso, minha mãe tomou a frente e lhe propôs:
—Vamos deixá-la à vontade, querido. Dar um tempo a ela vai lhe fazer bem
Meu pai assentiu com a cabeça, concordando.
—Se precisar pode nos chamar, filha — Ainda estaremos por aqui um pouco mais
—Tudo bem mãe.— disse alegre, dando-lhe uma piscadela de leve
Logo que saíram, não perdi nem um segundo e liguei para Kousei.Era umas 17 horas quando decidi telefonar. Ele logo atendeu:
—Alô? Kaori?—falou, surpreso
—Sim, sou eu. Queria saber como foi a apresentação de hoje
—Foi muito boa. ATsubaki e o Watari estavam na plateia
—Que bom — comentei, meio decepcionada por não ter ido, mas feliz por saber que ele tinha com quem contar
—Ei, não precisa ficar triste — consolou-me
—Não estou triste — protestei
—Tá, sim. No mínimo tá decepcionada. Dá pra saber pela sua voz, garota!
Como ele sabia disso? Como me conhecia tão bem? Por que ele guardava tantos mistérios assim?
Querendo mudar de assunto, eu disse:
—Tá, mas me conta sobre a apresentação. Como foi na hora de apresentar? Ficou tranquilo, como eu recomendei?
—Fiquei sim, mais tranquilo do que imaginava
—Assim que eu gosto —agora estava feliz de verdade
—Você iria gostar bastante! Foi como algo como uma explosão de cores na luz.
—Caramba! Estava inspirado, hein?—brinquei, como de costume
—Verdade. É que eu lembrei do que me disse quando estava começando a voltar ao piano
—E o que foi?
—Você disse que era pra pensar em quem eu dedico aquela música.Alguém que eu tenha como inspiração
—Verdade. E, quem você tinha?
—No coração, eu tinha você!—revelou-me, com uma mistura de calmaria e entusiasmo na voz .

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Sobre
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