Subculturas e cultura de massas (1/4)

O fato é que com a evolução dos estudos em cultura, os estudiosos começaram a perceber que a maioria das sociedades não viviam isoladas; elas tinham relações com outras culturas gerando interferências mútuas. Essas trocas provocara mudanças no modo de ser daqueles povos, modificando valores e comportamentos e até a própria língua. A esse processo, damos o nome de aculturação.
O Brasil, por exemplo, é um país que sofreu inúmeras vezes esse processo. Imagine que aqui estavam os índios, chegaram então os portugueses, depois os holandeses no nordeste. Com a escravidão vieram os negros, e finalmente, com o forte incentivo à imigração, iniciada no século XIX, vieram então fazer parte do nosso país a cultura japonesa, alemã, francesa, entre tantas outras.

A aculturação é bastante evidente em nossa língua, o português falado no Brasil. Veja por exemplo, a origem de algumas palavras:

abajur - do francês abat-jour
coquetel - do inglês cocktail 
decolagem - do francês décollage
folclore - do inglês floklore 

Assim como as culturas se modificam pelo processo de aculturação, elas também dão origem a outras culturas que nascem em seu interior.São culturas formadas por crenças emergentes, crenças mais adequadas ao pensamentos de um grupo, que se unem por compartilhar formas de ser e pensar parecidas. A esse tipo de cultura damos o nome de subcultura. 
Símbolo Hippie - Paz e Amor (Peace & Love)
Geralmente as subculturas surgem em oposição à cultura dominante, justamente por propor novas formas de ser e pensar. Elas se caracterizam também por formar estéticas de expressão, ou seja são facilmente identificadas pelo modo como seus membros se vestem e pelas simbologias utilizadas.
Alguns exemplos de subculturas são os "BEATNIK", os hippies, os punks e os grafiteiros. E também, movimentos musicais como o rap e o funk, além de práticas brasileiras como a capoeira e o candomblé. 
Grafite: Exemplo de subcultura 
Uma subcultura pode também ganhar uma repercussão maior se for difundida nos meios de comunicação de massa. Quando isso acontece ela deixa de ser algo marginal e passa a competir diretamente pela atenção dada aos elementos da cultura predominante. O sociólogo Anthony Graddens acredita que esses movimentos tiveram grande influência na atitude política da atualidade. A cultura hippie é um exemplo. 
Cultura Hippie: paz e liberdade
Os hippies pregavam um estilo de vida voltado para a liberdade e a paz. Eles combatiam o capitalismo, o patriarcalismo, a massificação e o poder instituído na forma de Estado. 

Apesar de seu estilo alternativo, a cultura hippie influenciou a atitude política dos anos 60 e 70, proporcionando um questionamento crítico da sociedade e das atitudes dos Estados em relação à guerra e ao empretecimento no trato com seus cidadãos. 
Dos hippies até hoje, mudou muita coisa em relação à cultura. A importância do Estado e a ideia de uma identidade nacional perdeu força por causa da Globalização. E cresceu a atenção em relação às minorias étnicas, raciais e de gênero. Em vista disso, outras subculturas estão aparecendo. Isso torna o cenário para o estudo da cultura bastante efervescente

Um dos teóricos que trata desse assunto é Michel Maffesoli. Ele fala de uma cultura das tribos, mais eficiente e volátil que outros tipos de cultura 

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