6 crianças que já criaram os próprios negócios

Da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios 

Incentivar as crianças a criarem os próprios negócios pode ajudá-las a desenvolver competências vitais para vencer profissionalmente. Mesmo que os projetos nunca saiam do papel, elas terão a oportunidade de aprender a apostar na própria ideia, a lidar com a reação dos ‘clientes’, entre outras experiências que só o empreendedorismo pode proporcionar.

O testador de brinquedos
Alguns empresários mirins levaram a sério essa brincadeira e atingiram o sucesso antes mesmo de chegar à maioridade. Conheça seis casos de crianças que não deixaram de aproveitar a infância e já faturam alto.
Evan leva uma vida comum para um garoto de 9 anos. Vai à escola, faz aulas de karatê e adora brinquedos. A diferença é que o garoto fatura cerca de US$ 1,3 milhão por ano para abrir e testar brinquedos de todos os tipos. Em 2011 seu pai, Jared, começou a gravá-lo em ação com seus brinquedos do Angry Birds. Os vídeos fizeram tanto sucesso que as marcas de brinquedos passaram a convidá-lo para avaliar os produtos.
Hoje, sua irmã a produção dos vídeos é profissional e, além do dinheiro pago pelas empresas para que Evan teste seus brinquedos, a família fatura alto com publicidade no Youtube. Seu canal, o EvantubeHD, tem mais de dois milhões de inscritos, e somados os vídeos já ultrapassaram a marca de um bilhão de visualizações.

Receita de limonada que vale milhões
Quando tinha quatro anos, Mikaila foi picada duas vezes por abelhas em uma semana. Ao invés de criar um ódio repentino pelos insetos, a americana passou a se interessar pelo mundo das abelhas. Após conhecer uma antiga receita de limonada com hortelã e linhaça, a garota teve a ideia de adicionar mel para criar um novo produto, a BeeSweet Lemonade.
Mikaila, hoje com 10 anos, inscreveu sua ideia na competição de empreendedorismo infantil Acton Children’s Business Fair e desde então vem chamando a atenção de empresários nos Estados Unidos. Recentemente, a BeeSweet Lemonade recebeu um investimento no valor de US$ 60 milhões do CEO da FUBU, Daymond John.

Mesada profissional

Os amigos Kieran Mann, 9 anos, e Rohan Chopra, 10, tiveram uma ideia para aproximar as crianças dos processos financeiros e abandonar de vez o tradicional cofrinho. Durante o último TechCrunch Disrupt’s Hackathon, a dupla apresentou sua startup, a Beanstocks.
Com um aplicativo simples, os garotos desenvolveram um sistema que permite aos pais fazerem pagamentos online a seus filhos diretamente de suas contas bancárias, com o intuito de ensinar as crianças a lidar com dinheiro desde cedo. O aplicativo sugere que os pequenos sejam recompensados por tarefas diárias como arrumar a cama ou limpar o quarto.

Brincando de cozinhar

Charli, de apenas 8 anos, é mais uma que alcançou a fama através da internet. Segundo a empresa Outrigger, o canal da menina no YouTube é o mais lucrativo na categoria comida e receitas. O site Business Insider publicou que a menina fatura cerca de US$ 128 mil com vídeos em que ensina receitas.
Sua irmã de cinco anos ajuda a criar bolos e doces, a maioria inspirada em desenhos animados, como o filme Frozen. Todos os meses, o canal CharlisCraftyKitchen recebe mais de 29 milhões de visualizações nos vídeos.

Produtos esportivos de baixo custo
A americana Rachel Zietz participou do programa Young Enterpreneur Academy, que ensina lições de empreendedorismo para alunos do ensino fundamental e do colegial. Em 2013, aos 13 anos, a garota apresentou o projeto de uma linha de produtos esportivos de baixo custo para a prática do Lacrosse.
Rachel Zeitz teve a ideia ao não encontrar um lugar barato para comprar os equipamentos (Foto: Divulgação)

Sua ideia arrecadou cerca de US$ 2,7 mil em investimentos, que foram utilizados para adquirir a primeira linha de gols. Há dois anos no mercado, a expectativa é que sua empresa, a Gladiator Lacrosse, alcance o primeiro milhão de dólares em 2015.

Ganhando dinheiro com bolinhas de gude
Quando tinha 8 anos, Harli Jordean teve sua coleção de bolinhas de gude roubada por garotos mais velhos. O britânico pediu a sua mãe que comprasse novas bolinhas na internet, porém nem ela e nem o garoto encontraram um site especializado no assunto.

Foi então que surgiu a ideia do e-comerce que hoje, quatro anos depois, conta com clientes por todo o mundo. O negócio deu tão certo que a própria mãe e os irmãos se dedicam inteiramente à Marble King, a loja online de bolinhas de gude de Harli.

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