[Resenha] Se eu ficar - Gayle Forman


Informações do livro 
Título: Se eu ficar
Título Original: If I Stay
Autora: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Páginas: 224
Ano: 2014

Ficha técnica 
Lido em: Junho de 2015
Tempo de leitura: 1 dia e pouco
Comecei em: 10/06/2015
Terminei em: 11/06/2015

Resenha


Quando decidi ler "Se eu ficar" foi porque fiquei bem curiosa, afinal, este é um livro bem famoso e comentado entre os leitores.
Comecei e no início, pensei nessa história como se fosse outra qualquer: sobre uma adolescente que tem uma vida normal e se apaixona por um cara na época de escola. Simples assim. Mas eu estava errada. Meus pensamentos estavam errados.
Este livro não é como qualquer outro, com aqueles romances e dramas clichês. É algo totalmente diferente do que eu estava acostumada a ler até agora, tanto em relação ao enredo, à forma como foi escrita e ao tema, quanto pelo sentimento que a autora conseguiu me passar.
Vou explicar o porquê: Primeiro, nunca tinha visto uma história em que uma gorota fica internada numa UTI e tem flashbacks sobre tudo o que já viveu. Dessa forma, o tema central certamente foi um atrativo para eu continuar a ler todo o livro (embora acidentes de carro sejam uma temática comum quando se cria um drama em um livro - mas isso não tira os créditos da autora em relação a mim, então não importa muito).
Só por isso, para mim, Gayle Forman já ganha nota 10.
Foi interessante conhecer a Mia sob dois aspectos diferentes. A Mia que está no hospital (presente) e a Mia como uma adolescente  bem comum e que tem seus gostos e preferências, como qualquer outra menina. (Ah, e uma melhor amiga também! Estava me esquecendo de mencionar a Kim...Sorry).
Porém,  no começo, essas "duas partes da Mia", me pareceram como sendo duas histórias paralelas, uma vez que ela tem flashbacks de tudo o que aconteceu até o dia do acidente. Mesmo assim, consegui "juntar as peças" e ter uma leitura bem proveitosa e agradável
Confesso que nos flashbacks era tudo bem simples, pois se tratava da rotina da garota, então aí meu coração praticamente não sofreu, pelo contrário, eu dei até algumas risadas com as falas de Teddy, do pai da Mia e da Kim.
Mas as cenas no hospital (a maior parte), essas sim mexeram com as minhas emoções: Eu me colocava no lugar da protagonista, como se fosse eu a garota desolada que precisava escolher entre viver ou partir, que perdeu os pais e o irmão e mesmo assim é forte o suficiente... Enfim, todos esses motivos me fizer chorar, fazia doer mais que alfinetadas ver alguém sofrer.
Além disso, algumas falas de personagens, como as do avô da Mia, me comoveram muito profundamente. Um exemplo disso, é essa passagem, que me atingiu bem lá no fundo:
"Tudo bem. Se você quiser partir - diz ele. - Todos nós queremos que você fique. Eu quero que você fique mais do que já desejei qualquer outra coisa na minha vida. Mas esta é a minha vontade e vejo que talvez possa não ser a sua. Então, eu só queria dizer que entendo se você decidir partir. Tudo bem se tiver de nos deixar. Tudo bem se você decidir parar de lutar."
Enfim, algumas (muitas) coisas nesse livro me fizeram derramar lágrimas, mas ao mesmo tempo, com um pouco de humor e filosofia, eu pude refletir e colocar um sorriso no rosto naturalmente, sem perceber, do nada. Só por estar satisfeita com algo positivo estar acontecendo na vida da Mia. 
Convenhamos, "a esperança é a última que morre", e o amor nos dá ainda mais motivos para sermos fortes e seguirmos em frente e resistirmos a todo e qualquer obstáculos que a vida nos coloca. Então, no fim, concordo com Pascal: 
"Há razões que a própria razão desconhece."

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