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Sidartha Gautama (Buda)

Sidartha Gautama: "Feliz aquele que superou seu ego!"


Sidartha Gautama, que depois ficaria conhecido como "Buda" , "o Iluminado", também fez sua história no campo da filosofia.
Dedicou-se principalmente à questão do objetivo da vida, que envolvia investigar sobre a felicidade, virtude, e "vida correta"
Na verdade, Gautama sempre foi de família rica e desfrutou do sossego e da luxúria que era lhe oferecido.
Entretanto, ele percebeu que apenas isso, não era o suficiente para alcançar a plena felicidade que tanto desejava! Assim, começou a estudar, investigar, e pregar seus conceitos e teorias.
Percebeu que o sofrimento era universal, e devia-se à morte, à doença, e à velhice - e ao fato de que faltava às pessoas, aquilo que necessitavam. Entretanto, outra causa do sofrimento seria a frustração dos nossos desejos e expectativas (o fato de não conseguir realizar ou conquistar aquilo que se deseja, tal como a autopreservação)
Também reconheceu que o prazer sensual ao qual nos entregamos para aliviar o sofrimento é raramente satisfatório, e quando é seus efeitos revelam-se transitórios.
Ele considerava o ascetismo externo (austeridade e abstinência) igualmente insatisfatória, incapaz de alcançar a felicidade.
Nossos desejos, ou "apegos" trariam-nos uma alegria a curto prazo, porém não total
Assim, chegou à conclusão de que havia um caminho do meio (entre a autoindulgência e automortificação) que levaria à felicidade plena ou "iluminação" e para isso, teríamos que desapegar dos "desejos" primordiais, causados pelo nosso egoísmo (ego)
Daí, a famosa frase:
"Feliz aquele que superou seu ego"

Mas, como isso pode ser executado? A resposta de Buda é que o mundo do ego é ilusório, e nada poderia se originar de si mesmo, porque tudo resulta de uma ação prévia
Por isso, para Sidartha Gautama o mais importante era desapegar-se de algo para aliviar o sofrimento, o que chamou de "não eu" (essa expressão não tem nada ver com "perder uma identidade", que fique bem claro - é apenas um desapego para superar o egoísmo)

As 4 Verdades

No budismo, para se chegar ao "caminho do meio" haviam as Quatro Nobres Verdades:
  1. O sofrimento é universal
  2. O desejo é a causa do sofrimento
  3. O sofrimento pode ser evitado ao eliminar-se o desejo
  4. Seguir o Caminho do Óctuplo elimina o desejo
Esta última verdade refere-se ao equivalente a um guia prático de como chegar ao caminho do meio (ação, intenção, modo de vida, concentração, esforço, fala, compreensão e consciência corretos) é na verdade um código de ética para a felicidade
Gautama considerava como o último objetivo da vida na Terra, o fim do ciclo do sofrimento (nascimento, morte e renascimento). Ao seguir o caminho do Óctuplo o homem poderia superar seu ego, viver uma vida plena e livre de sofrimento, e por meio da iluminação evitar a vida do renascimento em outra vida de sofrimento.
Ele compreenderia seu estado no não eu, e se tornaria uno com o eterno, entrando em estado de Nirvana (traduzido como "não apego") e definido como "não nascido" ou "não originado", transcendendo qualquer experiência sensorial. É o estado eterno e imutável de não ser e assim, a libertação final do sofrimento da existência!  

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