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Platão e o mundo das ideias

Platão sugere que deve haver alguma espécie ideal das coisas do mundo em que vivemos (sejam conceitos morais ou objetos físicos) e assim deve existir um mundo ideal (ou das ideias) onde tudo é perfeito e imutável, e há toda a essência de tudo que há.
Em contrapartida, também há o mundo real, onde as coisas são imperfeitas, porém palpáveis e visíveis.
Entretanto, para Platão, "os sentidos enganam", e por isso, para se chegar a verdade, era preciso usar a razão. Para comprovar a sua teoria, ele usou princípios matemáticos, como o Teorema de Pitágoras, por exemplo, e explicou que a fórmula sempre será a mesma (imutável) e percebemos a veracidade dos cálculos mesmo não existindo "triângulos perfeitos" no mundo real, e mesmo assim devem existir em algum lugar (mundo das ideias)

Teoria da Caverna de Platão
Outra teoria importante de Platão foi a "Teoria da Caverna"

Platão nos convidou a imaginar uma caverna na qual as pessoas estão aprisionadas desde o nascimento, amarradas, encarando a parede ao fundo na escuridão.
Elas só podem olhar para a frente. Atrás dos prisioneiros há uma chama brilhante que lança sombras na parede para a qual olham. Há também uma plataforma entre o fogo e os prisioneiros, na qual as pessoas andam e exibem vários objetos de tempos em tempos de modo que a sombra desses objetos são lançadas na parede. Tais sombras são tudo o que os prisioneiros conhecem no mundo, e eles não tem noção alguma dos objetos reais.
Se um prisioneiro conseguir se desamarrar e se virar, verá ele mesmo, os objetos. Mas, depois de uma vida de confinamento, ele provavelmente ficará muito confuso e talvez, fascinado pelo fogo, e muito provavelmente se voltará de novo para a parede, a única realidade que conhece.

Conhecimento inato

Platão argumentou que nossa concepção de formas e ideias deve ser inata, ainda que não estejamos conscientes disso. Ele acreditava que o ser humano era dividido em duas partes: corpo e alma. Nossos corpos possuem os sentidos, pelos quais somos capazes de apreender o mundo material, enquanto a alma possui a razão, com a qual podemos apreender o mundo das ideias. Platão concluiu que a alma, imortal e eterna, habitou o mundo das ideias antes do nosso nascimento, e ainda deseja retornar àquele reino após a nossa morte. Por isso, as variantes de ideias que o mundo dos sentidos apresenta nos soam como uma reminiscência.
Rememorar as lembranças inatas dessas ideias, exige razão, um atributo da alma.

Fonte: 
O Livro da Filosofia - Editora Globo

Saiba mais em:
Platão
Amor Platônico

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