Capítulo I - Rua Direita, o infausto - (Resumo) #02

Mayrink e seu trabalho
Após 10 anos do batismo de Dorothea, o Capitão Mayrink afastou-se de sua enorme prole, por conta do trabalho, uma vez que fora nomeado capitão da Cavalaria Auxiliar da Nobreza da Capitania
Essa era uma época complicada no nosso país, uma vez que a balança comercial entre Brasil e Inglaterra estava extremamente desiquilibrada, muitas das dispesas da Coroa só foram compensadas com uma grande parcela da extração aurífera de Minas, especialmente de Vila Rica (meio suspeito esse nome)
As estradas que Mayrink patrulhava estavam sujeitas a qualquer tipo de perigos, como assaltos, ou roubos, mas também propícia para a proliferação de insetos e de doenças.
Comum também, era o ar fétido de membros esquartejados e expostos ao longo do caminho.
Quem decidia enfrentá-los, não contava com a volta para a casa, nem morto, pois era raro os defuntos serem enterrados nas matas. Aos que retornavam, cabia à familia do defunto, preparar a missa fúnebre
A tarefa do Capitão foi, durante muito tempo, reprimir as quadrilhas do caminho do Ouro
O próprio Tiradentes fora designado para deter um grupo de bandidos chamado "Quadrilha da Mantiqueira", a qual atuava no sul do estado, cujo lider era um homem apelidado de "Montanha", o qual era especialista em atacar tropas uniformizadas para assaltar suas fardas e as utilizar como disfarce, onde escondia o ouro, para que assim, pudesse roubá-lo.
Outro famoso ladrão  em Minas, foi o chamado "Mão de Luva", que assim como o nome diz, era um homem que usava luvas ao furtar os metais.
Só que havia...


...Vira Saia!

Mesmo com tudo isso, o grupo mais conhecido, e (talvez) o mais difícil de deter, era o bando de Antônio Francisco Alves, conhecido como "Vira Saia", uma vez que disconfiavam que o mesmo, tinha um informante dentro das Casas de Fundição, que o avisava por quais caminhos deveria seguir o ouro transportado ao Rio de Janeiro, pois a gangue jamais errava. As autoridades colocaram a cabeça do bandido a prêmio, até que um traidor entregou o chefe da quadrilha, confessando como agia: era sempre por meio de uma senha: uma pequena imagem da Nossa Senhora da Piedade, a qual, encontrara no orátorio público existe na frente da casa de Antônio, e cuja vestimenta, ele girava sempre na direção certa, de modo que o rosto da santa ficava sempre virado na direção da carga de areia, e a saia, no sentido da caverna legítima, motivos que explicam seu apelido "Vira-Saia"
Sobre o Vira-Saia, sabe-se que era um homem de grande poder aquisitivo, tendo diversas riquezas.
Considerado o "Robin Hood Mineiro" (apesar de não fazer nenhum favor aos pobres/miseráveis), chegava a ser violento, e matar vários soldados portugueses, deixando como rastro, um mar de sangue (coitadas das pessoas que morriam na mão desse daí).
Os soldados invadiram a casa de Antônio durante a noite, e o asssassinaram a facadas durante a noite.
A família do ladrão também recebeu a mesma punição de morte numa floresta que havia perto dali.
Mesmo assim, sob o comando de um novo líder, o bando continuou a roubar, e cabia ao Capitão Mayrink detê-los a qualquer custo.
Assim, sem escolhas, o militar deixa seus filhos sob tutela dos tios no Solar dos Ferrões.

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