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Rebeca Arimi Suzuki

Rebeca Arimi Suzuki

Citações de Piper Mc Lean (+ Annabeth)

Trechos do Livro: "O Herói Perdido" - "Os Heróis do Olimpo" Volume I

Apresentando a Piper sua nova vida e os mistérios que há na mitologia grega

— Você está dizendo que minha mãe é uma deusa?
Annabeth assentiu.
— Você está aceitando isso muito bem.
(...)
— Acho que depois dessa manhã, é um pouco mais fácil de acreditar. Então, quem é minha mãe?
— Devemos saber logo — Annabeth disse. — Você tem o que... quinze anos? Os deuses deviam ter te reclamado quando tinha treze. Esse foi o acordo.
— Acordo?
— Eles fizeram uma promessa no último verão... bem, é uma longa historia... mas eles prometeram não ignorar seus filhos semideuses, não mais, e reclamá-los na hora em que fizessem treze anos. Às vezes demora um pouco, mas você viu como foi rápido para Leo ser reclamado quando chegou aqui. Deve acontecer com você em breve. De noite, na fogueira, aposto que teremos um sinal.
(...)
— Por que treze anos?
— Quanto mais velhos vocês ficam — Annabeth disse — mais facilmente são notados pelos monstros, que vão tentar matá-los. Por volta dos treze anos geralmente isso começa. É por isso que mandamos protetores nas escolas, para encontrá-los e trazê-los ao acampamento antes que seja tarde demais.
— Como o treinador Hedge?
Annabeth fez que sim.
— Ele... ele é um sátiro: meio homem, meio bode. Sátiros trabalham para o acampamento, encontrando semideuses, protegendo-os, trazendo-os enquanto ainda há tempo.Piper não tinha problemas para acreditar que o treinador Hedge era metade bode. Ela vira-o comer. Nunca gostou muito do treinador, mas não podia acreditar que ele se sacrificara para salvá-los.
— O que aconteceu com ele? — ela perguntou. — Quando subimos nas nuvens, ele... ele se foi para sempre?
— Difícil dizer. — A expressão de Annabeth estava aflita. — Espíritos da tempestade... são difíceis de combater. Mesmo nossas melhores armas, de bronze celestial, passam através deles, a não ser que você consiga pegá-los de surpresa.
— A espada de Jason transformou-os em pó — Piper lembrou.
— Ele teve sorte, então. Se você acerta em cheio um monstro, você pode dissolvê-los, enviar a sua essência de volta ao Tártaro.
— Tártaro?
— Um abismo imenso no Mundo Inferior de onde os piores monstros vem. Um tipo de buraco de maldade sem fundo. De qualquer jeito, quando um monstro é desintegrado, geralmente leva meses, anos até que possa se reformar. Mas desde que esse espírito da tempestade, Dylan, escapou... bem, eu não sei por que ele manteria Hedge vivo. Hedge era um protetor, entretanto. Ele conhecia os riscos. Sátiros não tem almas mortais. Ele irá reencarnar como uma árvore, flor ou alguma coisa assim.

Falando sobre os problemas que os semideuses enfrentam

— Vai ficar tudo bem — Annabeth prometeu. — Você tem amigos aqui. Todos nós temos vivido coisas esquisitas. Sabemos o que você está passando.
Duvido, Piper pensou.
— Eu fui expulsa de cinco escolas diferentes nesses últimos cinco anos — ela disse. — Meu pai não sabe mais onde me matricular.
— Só cinco? — Annabeth não soava como se estivesse provocando. — Piper, todos aqui somos encrenqueiros qualificados. Eu fugi de casa quando tinha sete anos.
— Sério?
— Ah, sim. A maior parte de nós e diagnosticada com transtorno de déficit de atenção ou dislexia, ou ambos...
— Leo tem TDAH — Piper disse.
— Certo. É porque somos preparados para a batalha. Agitados, impulsivos... não nos saímos bem entre as crianças normais. Você devia ouvir quantas encrencas Percy... — seu rosto ficou sério. — De qualquer jeito, semideuses conseguem uma má reputação. Como você arrumou encrenca?
Normalmente quando alguém fazia aquela pergunta, Piper começava uma briga, ou mudava de assunto, ou causava algum tipo de distração. Mas por algum motivo ela achou-se falando a verdade.
— Eu roubo coisas — ela disse. — Bem, não exatamente roubo...
— Sua família é pobre?
Piper riu amargamente.
— Não mesmo. Eu fazia isso... não sei por quê. Para chamar atenção, acho. Meu pai nunca tinha tempo para mim a menos que eu estivesse em apuros.
Annabeth assentiu.
— Eu posso entender. Mas você disse que não roubava exatamente. O que você quis dizer?
— Bem... ninguém nunca acredita em mim. A polícia, professores... até as pessoas de quem eu roubava: elas ficavam constrangidas, negavam tudo. Mas a verdade é que eu não roubo nada. Eu apenas peço coisas para as pessoas. E eles me dão. Até uma BMW conversivel. Eu só pedi. E o revendedor disse “Certo. Leve.” Depois, ele percebeu o que fez, acho. Então a policia veio atrás de mim.
Piper esperou. Ela estava costumada as pessoas chamando-a de mentirosa, mas quando ergueu os olhos, Annabeth apenas assentiu.
— Interessante. Se seu pai fosse o deus, eu diria que você é uma criança de Hermes, deus dos ladrões. Ele pode ser bastante persuasivo. Mas seu pai é mortal...
— Muito — Piper concordou.
Annabeth sacudiu a cabeça, aparentemente iludida.
— Eu não sei, então. Com sorte, sua mãe irá lhe reclamar ainda esta noite.
Piper quase esperou que isso não acontecesse. Se sua mãe fosse uma deusa, ela saberia sobre aquele sonho? Ela saberia o que Piper fora pedida para fazer? Piper queria saber se deuses olimpianos alguma vez detonaram seus filhos com raios por serem maus ou os mandaram para o Mundo Inferior.
Annabeth a estudava. Piper decidiu que teria de ser cuidadosa com o que diria agora. Annabeth era obviamente bastante esperta. Se alguém descobrisse seu segredo...

Descobrindo um pouco mais...

— Vamos lá — Annabeth disse finalmente. — Há uma coisa a mais que eu preciso checar.
(...)
— O que tem ai? — Piper perguntou.
Annabeth deu uma espiada, então suspirou e fechou as cortinas.
— Agora, nada. O lugar é de uma amiga. Estive esperando-a por alguns dias, mas até agora, nada.
— Sua amiga mora numa caverna?
Annabeth quase sorriu.
— Na verdade, a família dela tem um condomínio de luxo no Queens, e ela frequenta uma escola de moças em Connecticut. Mas quando ela está aqui no acampamento, sim, ela mora na caverna. Ela é nosso oráculo, prevê o futuro. Eu estava esperando que ela pudesse me ajudar...
— A encontrar Percy — Piper supôs.
(...)
— Aquilo é... um dragão — ela gaguejou. — Aquele é o Velocino de Ouro verdadeiro?
Annabeth assentiu, mas estava claro que ela não estava realmente ouvindo. Seus ombros abaixaram. Ela esfregou o rosto e respirou fundo.
— Desculpe. Estou um pouco cansada.
— Você parece a ponto de desmoronar — Piper disse. — Há quanto tempo está procurando pelo seu namorado?
— Três dias, seis horas, e aproximadamente vinte minutos.
— E você não tem ideia do que aconteceu com ele?
Annabeth balançou a cabeça miseravelmente.
— Estávamos tão animados porque nossas férias de verão tinham começado mais cedo. Nós nos encontraríamos no acampamento na terça-feira, calculamos que tínhamos três semanas juntos. Seria incrível. Então, depois da fogueira, ele... me deu um beijo de boa noite, voltou para o seu chalé, e na manhã seguinte, havia sumido. Procuramos pelo acampamento inteiro. Contatamos sua mãe. Tentamos alcançá-lo de todas as maneiras que sabemos. Nada. Ele simplesmente desapareceu.
Piper estava pensando: Três dias atrás. A mesma noite que ela tivera seu sonho.
— Há quanto tempo vocês dois estão juntos?
— Desde agosto — Annabeth disse. — Dezoito de agosto.
— Quase a mesma época quando conheci Jason — Piper disse. — Mas só ficamos juntos por algumas semanas.
Annabeth estremeceu.
— Piper... sobre isso. Talvez você devesse sentar-se.
Piper sabia onde isso ia dar. Pânico começou a crescer dentro dela, como se os pulmões estivessem cheios d’água.
— Olhe, eu sei que Jason pensa... ele pensa que simplesmente apareceu na nossa escola hoje. Mas não é verdade. Eu o conheço há quatro meses.
— Piper — Annabeth disse tristemente. — É a Névoa.
— O quê?
— N-é-v-o-a. É um tipo de véu que separa o mundo mortal do mundo mágico. Mentes mortais... elas não podem processar coisas estranhas como deuses e monstros, então a Névoa distorce a realidade. Faz mortais verem coisas de um modo que eles possam entender... é como se os olhos deles simplesmente não notassem esse vale, ou eles pudessem olhar para aquele dragão e ver uma pilha de cabos.
Piper engoliu em seco.
— Não. Você mesma disse que eu não sou uma mortal comum. Eu sou uma semideusa.
— Até mesmo semideuses podem ser afetados. Eu vi isso várias vezes. Monstros infiltram-se em lugares como escolas, passam-se por humanos, e todos acham que lembram daquela pessoa. Eles acreditam que ela sempre esteve por perto. A Névoa pode manipular memórias, até mesmo criar lembranças de coisas que nunca aconteceram...
— Mas Jason não é um monstro! — Piper insistiu. — Ele é um humano, ou semideus, ou como você quiser chamá-lo. Minhas memórias não são falsas. Elas são muito reais. O dia em que nós colocamos fogo nas calças do Treinador Hedge. A vez que Jason e eu assistimos uma chuva de meteoros no telhado do dormitório e eu finalmente consegui fazer com que o bobo me beijasse...

Falando de Jason Grace

Ela encontrou-se falando, contando para Annabeth sobre todo o seu semestre na Escola da Vida Selvagem. Ela havia gostado de Jason desde a primeira semana que se encontraram. Ele era tão bondoso com ela, tão paciente, conseguia até aturar o hiperativo Leo e suas estúpidas brincadeiras. Ele havia aceitado-a por ser ela mesma e não a julgou por causa das besteiras que ela fizera. Eles gastaram horas conversando, olhando para as estrelas, e... finalmente... dado as mãos. Tudo aquilo não podia ser mentira.
Annabeth franziu os lábios.
— Piper, suas memórias são mais detalhadas que a maioria. Vou admitir isso e não sei por que. Mas se você o conhece tão bem...
— Eu conheço!
— Então de onde ele é?
Piper sentiu-se como se fosse atingida entre os olhos.
— Ele deve ter me dito, mas...
— Você já havia notado a tatuagem dele? Ele já lhe disse alguma coisa sobre seus pais, ou seus amigos, ou sua última escola?
— Eu... eu não sei, mas...
— Piper, qual é o sobrenome dele?
Sua mente ficou vazia. Ela não sabia o sobrenome de Jason. Como era possível?
Ela começou a chorar. Ela se sentiu uma completa tola, mas sentou-se na rocha do lado de Annabeth e sentiu-se quebrada em pedaços. Era muito. Tudo que era bom na sua vida estúpida e miserável tinha que ser tirado?
Sim, o sonho lhe havia dito. Sim, a menos que você faça exatamente o que dissermos.
— Hey — Annabeth disse. — Vamos descobrir. Jason está aqui agora. Quem sabe? Talvez vocês se resolvam realmente.
Não é provável, Piper pensou. Não se o sonho for verdade. Mas ela não podia falar isso.
Ela limpou uma lágrima da bochecha.
— Você me trouxe aqui para que ninguém me visse chorando, não é?
Annabeth deu de ombros.
— Pensei que seria difícil para você. Eu sei como é perder um namorado.
— Mas eu ainda não posso acreditar... Eu sei que tivemos algo. E agora simplesmente se foi, ele nem me reconhece. Se ele realmente só apareceu hoje, então por quê? Como ele chegou aqui? Por que ele não pode se lembrar de nada?
— Boas perguntas — Annabeth disse. — Esperamos que Quíron possa compreender isso. Mas agora, precisamos deixar você arrumada. Está pronta para voltar lá pra baixo?
Piper fitou o louco agrupamento de chalés no vale. Sua nova casa, uma família que, supostamente, a entendia – mas em breve eles seriam apenas mais um grupo de pessoas que ela desapontaria, mais um lugar de onde ela seria expulsa.
Você irá traí-los por nós, a voz lhe alertara. Ou você perderá tudo. Ela não tinha escolha.
— Sim — ela mentiu. — Estou pronta.

Fonte: 

http://bloglivroson-line.blogspot.com.br/2012/10/capitulo-iv-piper_13.html

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Sobre
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