Bran, o Viajante do Tempo

Bran era um navegador da Irlanda antiga.
Certo dia, ele encontrou uma bela varinha de prata.
Então reuniu seus homens e balançou a varinha para ver se a mesma, possuía algum poder mágico.
Neste mesmo instante, surgiu ao seu lado um jpovem belíssima.
Ela entoou uma bela melodia, que descrevia as maravilhas da onde viera
Nascera nas Ilhas encantadas do Outro Mundo, onde não há tristeza nem sofrimento.
Quando sua voz se calou, todos continuaram imóveis diante de tamanha surpresa, e antes que alguém pudesse impedí-la, ela tirou a varinha das mãos de Bran, fez com ela um gesto, e desapareceu.
Apaixonado pela jovem, Bran reuniu sua tripulação e imediatamente partiu em busca das ilhas encantadas onde morava sua amada.
Depois de muito navegar, a nau de Bran atravessou o limiar do mundo real e penetrou nas águas enfeitiçadas do universo mágico.
As ondas do mar, transformaram-se em flores e árvores aquáticas.
Logo em seguida, a nau de Bran chegou a Ilha da Felicidade, e todos ficaram deslumbrados com sua enorme beleza.
Mas era muito difícil atracar, pois o mar estava muito bravio.
Bran avistou sua amada e acenou-lhe.
Ela então, lançou-lhe uma corda mágica ao navio, que se amarrou à proa, e o puxou até o porto
Bran e os tripulantes do navio, casaram-se com as moças da ilha, que queria regressar à Irlanda, porque sentia saudade da namorada
O tempo foi se passando, e, embora Bran e seus amigos tivessem a impressão de se encontravam na ilha há poucos meses, já haviam se passado muitos anos.
Quando Bran voltou à terra para levar o amigo que não se casara, percebeu que tudo havia mudado.
Havia uma estátua dele no meio do porto: Bran havia se tornado uma lenda.
-Fique conosco - disse ele ao amigo - não desça do navio. Tudo mudou. Estes são outros tempos. Temos que retornar à ilha mágica.
Mas, o homem ignorou seus conselhos, lançou no mar e nadou até a praia.
Porém,m assim que fincou os pés na areia, seu corpo se transformou em uma estátua de cinzas, que rapidamente se desvaneu.
Os olhos de Bran encheram-se de lágrimas. "E se eu me perder no mar?" "E se não conseguir regressar a ilha?", pensou
Mas, neste momento, a corda mágica de sua amada enroscou-se na proa da embarcação, e Bran foi levado de volta a Ilha da Felicidade, onde continua a viver até os dias de hoje.
(História do folclore celta)
Fonte:
Livro: Lá vem histórias - Histórias do folclore mundial
Editora: Companhia das Letras
Autora: Heloísa Prieto
Ilustrador: Daniel Kondo

Veja também:
  1. O Gigante Cabeça-de-Pedra - História da mitologia viking
  2. O Paraíso dos Gatos - História do folclore japonês

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