Dezenas de mártires do comunismo e do nazismo serão beatificados em breve

O Papa Francisco, autorizou nesta quinta feira, as beatificações de 63 católicos, sendo que a maioria foi vítima da guerra civil espanhola, do nazismo, e do comunismo.
Pela primeira vez, desde que foi eleito papa, Jorge Bergoglio, autorizou a Congregação Vaticana pela Causa dos Santos, a promulgar decretos que permitirão essas próximas beatificações.
Pesquisas sobre a vida e a morte destes futuros bem aventurados, tinham sido feitas anos antes de sua eleição.
Entre os futuros beatificados, está o monsenhor Vladimir Ghika (1873-1954), príncipe romano, de origem ortodoxa, que se converteu ao catolicismo e, autuou principalmente a serviço da diplomacia de Pio XI, depois de ter vivido alguns anos em Paris
Ghika retornou à Romênia, durante a Segunda Guerra Mundial, para ajudar os refugiados, que tinham fugido da invasão nazista.
Preso em 1952, pela polícia comunista, ele foi julgado e assassinado, com outros cinco padres.
O jovem italiano Rolando Rivi (1931-1945) também será beatificado.
Ele foi morto por comunistas, aos 14 anos de idade, três anos depois de ter entrado para o seminário.
Seu compatriota, o dominicano Giuseppe Girotti (1905-1945), morreu no campo de Dachau (Alemanha).
Em 1995, ele foi reconhecido como o "justo das nações", por suas ações em favor dos judeus.
A maior parte daqueles que o papa Francisco reconheceu como mártir, foi morta "pelo ódio e pela fé", durante a guerra civil espanhola.
Francisco autorizou a beatificação de Regina Christine Wilhelmine Bonzel (1830-1905), fundadora das Franciscanas da Adoração Perpétua em Olpe (Alemanha), reconhecendo um milagre no meio de sua intercessão.
No dia 12 de maio, o papa argentino celebrará, na Basílica de São Pedro, suas primeiras canonizações.
Elas haviam sido aprovadas no dia 11 de fevereiro, por Bento XVI, durante o consistório em que foi anunciada sua renúncia, razão pela qual, elas passaram despercebidas.
Os futuros santos são Antônio Primaldo, e seus 800 companheiros mártires italianos, assassinados pelas forças otomanas, em 1480, em Otrante, por terem abdicado de sua fé.
Essas canonizações podem tornar ainda mais tensas, as relações já difíceis entre o Cristianismo e o Islã.
As outras serão as da colombiana Laura de Santa Catalina de Siena Montoya e Upegui, e a mexicana Maria Guadalupe Garcia Zavala, duas religiosas fundadoras de ordens religiosas em seu país.

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