Cientistas alteram glóbulos brancos para destruir tipo de leucemia aguda.

Pesquisadores utilizaram técnicas de engenharia genética, para alterar células do sistema imunológico de pacientes com leucemia linfoblástica aguda.
Eles conseguiram fazer com que as células T, um tipo de glóbulos brancos, ganhassem receptores artificiais que permitissem a elas, reconhecer o câncer como um inimigo.
Os cientistas, liderados por Renoir Brentjens, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, testaram a efetividade do método em cinco adultos.
Um deles, teve as células cancerosas reduzidas tão rapidamente, que, em oito dias, elas estavam indetectáveis.
Outros atingiram estado semelhante, num prazo de 18 a 59 dias.
Segundo a reportagem do "New York Times", o método é experimental, e não funcionou em todos os pacientes.
Três dos cinco pacientes conseguiram se manter em estado de remissão, num período que vai de 5 a 24 meses.
Um outro morreu por motivo alheio ao câncer, e o último não atingiu a reação esperada ao tratamento.
Ainda assim, o estudo é considerado promissor.
A técnica precisa de ajustes finos e aperfeiçoamentos para reduzir efeitos colaterais.
A leucemia linfoblástica aguda não é considerada uma forma comum de câncer, e antige mais crianças do que adultos.
No entanto, nestes últimos, é muito agressiva, e quando a quimioterapia não traz resultado, em geral, deixa aos pacientes, poucos meses de sobrevida.
Recentemente, chamou atenção o caso da menina Emma Whitehead, que conseguiu combater a leucemia, graças à uma técnica experimental, que usa uma forma deficiente do vírus da Aids, para alterar as células do sistema imunológico, e fazer com que o próprio paciente elimine a doença.

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